ISSN on-line: 2358-288X
Reprodução & Climatério Reprodução & Climatério
Reprod Clim 2016;31:86-92 - Vol. 31 Núm.2 DOI: 10.1016/j.recli.2016.08.001
Artigo Original
Disfunções sexuais no climatério
Sexual dysfunction in climacteric
Jéssica de Lima Santosa,b,, , Ana Paula Florindo Leãoc,d,e, Giulliano Gardenghia,f,g,h
a Centro de Estudos Avançados e Formação Integrada (Ceafi), Goiânia, GO, Brasil
b Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva (Sobrati), Brasília, DF, Brasil
c Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), São Paulo, SP, Brasil
d Associação Brasileira de Fisioterapia em Oncologia (ABFO), São Paulo, SP, Brasil
e Essencial Clínica Integrada, Goiânia, GO, Brasil
f Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil
g Serviço de Fisioterapia, Hospital Encore, Aparecida de Goiânia, GO, Brasil
h Hospital e Maternidade São Cristóvão, São Paulo, SP, Brasil
Recebido 02 Agosto 2016, Aceitaram 16 Agosto 2016
Resumo
Objetivos

Verificar qual disfunção sexual é mais comum nessa população, se o climatério determina perda da atividade sexual; qual dos domínios avaliados mais influencia a resposta sexual feminina; quais domínios avaliados podem oferecer riscos de disfunções sexuais; dispor de técnicas de fisioterapia uroginecológica.

Material e métodos

Estudo transversal qualitativo e quantitativo, feito com 21 funcionárias voluntárias do hospital. Foram incluídas na pesquisa mulheres aparentemente saudáveis entre 35 e 61 anos, funcionárias do hospital, que aceitaram responder ao questionário Female Sexual Function Index (FSFI) e que assinaram o termo de consentimento livre esclarecido (TCLE), excluídas mulheres que apresentaram infecção urinária nas últimas quatro semanas, doenças incapacitantes que afetam o ato sexual, alterações cognitiva, puerpério recente, tumores.

Resultados

Das mulheres, 99% têm vida sexual ativa, 28,6% apresentam desejo sexual hipoativo, os domínios que oferecem risco de possíveis disfunções são o do desejo sexual hipoativo, com média de 54,76, excitação, 64,67, lubrificação, 63,33, e orgasmo, 65,08. O domínio do desejo sexual pode ser um grande influenciador na resposta sexual.

Conclusão

O climatério, com suas mudanças biopsicossociais, repercute de forma direta na vida sexual da mulher e a fisioterapia tem sido um meio eficaz para ajudar as mulheres climatéricas a vivenciar essa fase com melhor qualidade de vida sexual.

Abstract
Objectives

To verify that sexual dysfunction is more common in this population, the climacteric determines loss of sexual activity; which of the domains assessed more influence female sexual response; which assessed areas can pose risks of sexual dysfunction; have urogynecological physiotherapy.

Material and methods

Qualitative and quantitative cross‐sectional study, conducted with 21 volunteers employees of the Hospital, included in the survey apparently healthy women between 35 and 61 years old, hospital employees, who agreed to answer the questionnaire Female Sexual Function Index (FSFI) and They signed an informed consent form (ICF), excluded women who had urinary tract infection in the past four weeks, disabling disease that affects the sexual act, cognitive changes, recent puerperium tumors.

Results

99% of women are sexually active, 28.6% had hypoactive sexual desire, where the areas that offer rich potential dysfunctions are hypoactive sexual desire averaging 54.76 64.67 excitement and lubrication 63.33 65.08 orgasm sexual desire domain can be a major influencer in sexual response.

Conclusion

The climacteric with their biopsychosocial changes has repercussions directly in the woman's sex life and physical therapy has been an effective means to help menopausal women to experience this phase with better quality of sexual life.

Palavras‐chave
Climatério, Sexo, Fisioterapia
Keywords
Climacteric, Sex, Physiotherapy
Reprod Clim 2016;31:86-92 - Vol. 31 Núm.2 DOI: 10.1016/j.recli.2016.08.001