ISSN on-line: 2358-288X
Reprodução & Climatério Reprodução & Climatério
Reprod Clim 2017;32:63-5 - Vol. 32 Núm.1 DOI: 10.1016/j.recli.2017.01.004
Case report
Spontaneous necrosis of a giant placental chorioangioma: case report
Necrose espontânea de um corioangioma placentário gigante: relato de caso
Isabel Lobo-Antunes, , Claudia Vinagre, Milene Rodrigues, Raquel Ilgenfritz, Ana Bernardo, Antonia Santos
Hospital Garcia de Orta, Almada, Portugal
Recebido 08 Dezembro 2016, Aceitaram 30 Janeiro 2017
Abstract

Chorioangiomas are the most common benign placental tumors, with an estimated prevalence of 1%. Whilst small chorioangiomas usually remain asymptomatic and are of no clinical significance, larger tumors (>4cm) can be associated with a variety of complications, ranging from fetal anemia to in-utero demise in up to 40% of cases. Despite size being a major determinant for the risk of complications, the degree of the chorioangioma's vascularity also seems to play a role. In fact, in selected cases, occluding the tumors vessels (e.g. with alcoholic instillation) appears to improve the prognosis due to the subsequent tumor ischemia. We present the case of a 40-year-old woman who at 29 weeks was found to have a large placental hypervascular mass (93mm×66mm) and polyhydramnios, with an elevated peak systolic volume in the middle cerebral artery. She was given corticosteroids for fetal lung maturation, and throughout her admission both the volume of amniotic fluid stabilized and the peak systolic volume in the middle cerebral artery normalized, with changing of the ultrasonographic characteristics of the chorioangioma, with apparent progressive necrosis. At 34 weeks, a large subchorionic hematoma was found and, due to the risk of impending placental abruption, we opted to deliver by cesarean section, with a favorable outcome.

Resumo

Corioangiomas são os tumores placentários benignos mais comuns, com uma prevalência estimada de 1%. Embora pequenos corioangiomas geralmente permaneçam assintomáticos e não tenham significância clínica, tumores maiores (> 4cm) podem estar associados a diversas complicações, que variam de anemia fetal até a morte intraútero em até 40% dos casos. Ainda que o tamanho do tumor seja um determinante principal para o risco de complicações, o grau da vascularidade do corioangioma também parece desempenhar um papel importante. De fato, em casos selecionados, a oclusão dos vasos tumorais (por exemplo, através de instilação de álcool) parece melhorar o prognóstico devido à subsequente isquemia tumoral. Apresentamos o caso de uma mulher de 40 anos a qual, com 29 semanas de gestação, apresentava grande massa hipervascular placentária (93×66mm) e poli-hidrâmnio, com elevação do peak systolic volume in the middle cerebral artery. Ela recebeu corticosteroides para a estimulação da maturação pulmonar fetal e durante a sua internação o volume de líquido amniótico foi estabilizado e o peak systolic volume in the middle cerebral artery normalizado, com mudança nas características ultrassonográficas do corioangioma, com necrose progressiva aparente. Com 34 semanas de gestação, observou-se a presença de hematoma subcoriônico de grande porte e, devido ao risco de descolamento prematuro da placenta, optou-se por parto cesariano, com desfecho favorável.

Keywords
Chorioangioma, Polyhydramnios, Trophoblastic tumor
Palavras-chave
Corioangioma, Polihidrâmnio, Tumor trofoblástico
Reprod Clim 2017;32:63-5 - Vol. 32 Núm.1 DOI: 10.1016/j.recli.2017.01.004